Quando as borboletas fugiram…

Eu sabia que elas fugiriam. Como quando eu aparento ter controle das minhas ações, mas não tenho idéia do que estou fazendo… E pensar nas palavras ditas e não ditas, no quanto o silêncio explicou.
É querer resgatar as borboletas. Te procurar… Porque deixa assim, vai passar… Da mesma maneira em que vieram, entraram janela adentro sem barreiras. Elas foram embora e me deixaram. Mas não igual ao início. Pois isso seria impossível! De algum modo o seu bater de asas, o seu colorido vai estar lá. E eu sei que, vez ou outra, eu vou cair na saudade e perguntar onde elas estão…
Terei vontade de correr, de sentir o que era a presença de tão amável criatura. É aí que pensarei. E saberei que foi o melhor. Não guardarei mágoas nem sentimentos ruins. As borboletas simplesmente foram, e das memórias que guardei… A melhor será a do que nunca foi.