Férias

Há pelo menos três anos eu estava sem férias. Mesmo. Trabalhando direto, sem descanso, infurnada num escritório que eu amo mas as conseqüências aparecem e demorei a notar.
Começou a ficar difícil, as coisas não rendiam mais, eu não tinha ânimo e inspiração muito menos. Se não fosse a minha família me arrancar dessa cidade, que mais parece uma sauna ao ar livre, eu teria trabalhado direto como nos anos anteriores.
Continuei trabalhando, claro, mas com merecidas pausas. Num ambiente diferente. E foi excelente. O raciocínio fica mais apurado, a mente limpa. Agente começa a reconsiderar algumas coisas e a considerar outras.
Fiquei morrendo de vontade de reformar o escritório. Não sei se foi o resquício dos programas de Makeover da Discovery, antes esquecidos num baú mental, ou se foi um novo ar que veio a pairar por aqui. Ô, coisa boa isso!
Que as pessoas que estão ao meu redor não me deixem esquecer que as férias, mesmo que parciais, renovam por dentro. Que essa vida de workaholic perde a graça sem um descanso. Mesmo que eu ame muito tudo isso!

E que venha 2007!

Eu não tinha grandes aspirações para 2006. O ano passado, como os anos anteriores, havia começado mal, portanto nem atrevi a traçar planos/metas. Diferente do John/Rockstar. Ele traçou algumas metas bonitas e fez uma reflexão ainda melhor sobre elas há alguns dias.
Me arrisco a dizer, no português popular mesmo, me arrisco: 2006 simplesmente aconteceu.
Não esperei muito mas ganhei muito em troca. Era o ano em que a minha única esperança era de conhecer o Rockstar, com quem sonhava estar em Washington DC no meu aniversário de 21, ouvindo Cramberries e comemorando o fato de eu, então, ter a possibilidade até de beber na terra do tio San. (Ah, não me entenda mal, eu praticamente não bebo. Qualquer “loura gelada” acaba esquentando no meu copo :P)
Ouvir Cramberries? Ah isso eu fiz nos meus 21, como confidenciei aqui.
Mas apesar da vontade inimaginável de conhecer a pessoa com a qual divido, além do sobrenome, diversos gostos, experiências, objetivos e até profissão, eu não lutei mesmo por isso. Até porque eu não me sinto nada à vontade para viajar a cidade vizinha sozinha, imagina ter carimbado o passaporte. Nem pensar! Eu sou medrosa! Não viajo sozinha nem de graça! Tenho pavor de solidão somada a lugares novos. Herdei isso (acho!) da minha adolescência. Afinal, mudar de colégio público onde eu conhecia a maioria desde o pré-escolar para um outro de classe média alta, no ano do vestibular, tinha que deixar algum trauma, nem que seja esse ridícula dependência de companhia.
Mas 2006 teve grandes conquistas. E em sua maioria foram profissionais. Veja só:
No primeiro semestre, a marca que nossa equipe desenvolveu foi escolhida pelo curso de Secretariado Executivo Bilíngue da nossa universidade. Eram nove equipes concorrendo.
Mas o segundo semestre foi muito mais surpreendente. Inscrevi por inscrever alguns trabalhos meus, realizados em 2005 e 2006 no TALENTO UNIVERSITÁRIO. E não é que, tirei primeiro lugar individual em Logotipia, primeiro em equipe na categoria em Spot 30′ e segundo em website (mas dentro os 5 indicados 3 sites eram meus). E, lembrando, inscrevi por inscrever. Nem ia na festa de premiação! Resolvi ir na última hora, com a minha cara lavada de cansaço, esperar até de madrugada para ver a cerimônia. Justo eu que passo longe de baladas 😉
O resto do ano profissional foi agitado. Propostas de emprego, só que eu lembro, foram quatro. E que propostas! Nenhuma eu aceitei, devido às responsabilidades anteriores. Mas confesso que foi lisonjeiro receber cada uma delas. Também me associei à Acib (Associação Empresarial de Blumenau) e tive ótimas experiências em decorrência disso.
Tudo isso refletiu imensamente no meu blog com a falta de atualizações. Tem sido difícil manter as três coisas (trabalho, faculdade e vida pessoal). Já pensei em fechar este espaço mas, já que minhas idéias acerca do blog são mais randômicas que esmalte furtacor, permaneço na inércia do banho-maria das coisas a decidir (e acredite, eu tenho muitas!) e sempre acredito que postarei mais.
E não é interessante que eu venha dar-lhe o fôlego com um post que promete falar sobre 2007 e, na verdade, acaba por falar de 2006? Tudo que eu não lhe contei quando devia!
Mas você me perdoa, não é? Afinal, há outras tragédias no país, como a proibição de acesso ao YouTube, por exemplo. Então, com uma catástrofe dessas, ninguém há de se perguntar o porquê da minha descrição ainda não ter sido atualizada, quando estou prestes a completar vinte e um e um mês. Afinal, ainda há pessoas que lêem aquela página e me enviam mensagens bonitas e inteligentes. Ainda há pessoas que se dizem incrédulas por eu não ter pelo menos vinte anos a mais. Tanta gente já me disse isso, você nem imagina!
Fico, desse jeito, com um sorriso de um lado a outro porque, pra quem não me conhece pessoalmente, é um baita elogio!
Então para 2007, sou modesta, quero só continuar com esse sorriso de orelha a orelha! E você, caro leitor, colabora muito para isso. É por esse motivo que eu não acho tarde para recomendar que os 300 e poucos dias adiante sejam ainda melhores que 2006, com uma dose generosa de tempero, coragem e perseverança para lutar pelos seus objetivos. E que tenhamos todos saúde para brindar tudo isso!

2007: tenho permissão?

Tenho permissão para falar palavrão aqui? E não, não é um palavrão no conceito palavra grande, e sim… Ah! Você entendeu!
Tenho?
Não importa. A questão é que comecei o ano por um lado muito bem e por outro muito mal. Enfiei o pé na jaca com uma pessoa — algo que é RARÍSSIMO eu fazer — e, a parte boa, voltei a falar com o Love of my Life (sem o trecho you hurt me). O Bobo mais querido de todo o universo, aquele que me abre um sorriso enorme no rosto só de falar umas palavrinhas. E voltei a ver que realmente eu não posso falar com ele, que o melhor é ficar afastada por mais 6 meses, porque ele infla meu coração de uma maneira que eu fico sem ar. Droga. Não sei mais se essa última parte é boa ou ruim.
(Pára de sonhar, Grace)
Ok, o saldo está neutro por enquanto. Vamos ver até quando. Já que 2006, foi um dos melhores e mais surpreendentes anos da minha vida, porém também começou mal. Com direito a ir no teleférico do parque Unipraias pela primeira vez toda chorosa. E de conhecer a praia de Laranjeiras com grandes lágrimas caindo, não por contemplar a vista e, sim, de coração partido. Que isso tudo não se repita até porque não tenho intenção de passear por lá esse ano.
Foi dada a largada de mais um ano. E eu estou atipicamente de mal humor. Urg!

Atualizado: comentários fechados porque ninguém deve ter que comentar o azedume que já passa já. Prometo que venho postar logo algo bem legal 🙂

Este texto não ficará nos Rascunhos

Eu tenho um costume perfeccionista de fazer rascunhos que nunca saem do papel. De projetos pessoais, de textos, de layouts, de ações…
Energia desperdiçada no anonimato que não tem saída.
É um dos meus objetivos para 2007. Planejar menos. Menos no volume de diferentes projetos, não em qualidade de execução. Executar mais. Nem que seja um eterno beta. Realizar, publicar. Mesmo que eu saiba ainda precisa de muito mais suor.
Porque aprendi que o excesso de perfeccionismo é também uma inércia que nos mantém seguros. Seguros demais.
Como manter no coração a pessoa que fez aquela bagunça. Suspirar com as palavras, relembrar as promessas, conformar-se com a perda. Uma vez mais.
De repente é bom ver novas cores, novas pessoas. Novas formas e caminhos na rotina que já se tinha. Acreditar, se perder, renovar. Dar uma chance. Esperar, sem desesperar. E lançar antes do momento apropriado, só para ser diferente.
Diferente do rascunho, da promessa. Do que é, mas não foi. Simplesmente ser…
Deixar ser real.

Notícias Que Mudaram o Mundo, Parte I

  • “Código Da Vinci” é vaiado na pré-estréia em Cannes. Eu sou uma das pessoas ávidas para ver o filme, muito mais pela questão da adaptação do que as “idéias” que o livro propagou e, sinceramente, não fiquei nem um pouco chateada ao ler a notícia. Gosto do estilo de Dan Brown, tomo como base o “Fortaleza Digital” que até agora foi o que mais gostei, mas não entendo quando as pessoas começam a questionar demais… É ficção, oras! Mas isso é assunto para um post inteiro e não uma coletânia, enfim.
  • Cuidado! Gente! Cuidado! Eu contei um baita SPOILERRR! Como eu sou mááá!!! Como eu sou descuidadaaaaaaa! Credo! Nem me toquei, desculpem-me.
  • Apresentamos nosso projeto (acadêmico) para a nova Marca e Identidade Visual do curso de Secretarido Executivo Bilíngüe. 99% como o esperado, nenhum imprevisto indesejável. Contarei detalhes quando sair o resultado 🙂
  • Senado aprova pacote de segurança; EMPRESAS TERÃO DE BLOQUEAR CELULARES. Tava na hora, benhê*!
  • Os Sem-Floresta deve conquistar as crianças nas férias de verão. Não só as crianças, querido redator!
  • Dia Internacional da Mulher

    Que dia lindo! Lindo, lindo, lindo. E eu estou sem adjetivos para adjetivá-lo. Depois da tempestade dos últimos dias em que eu quis sumir, literalmente, por motivos excusos que eu não mencionarei nem por decreto porque, sim, passou e estou bem. E como isso é tão bom que nem percebemos! Estar bem. Awwww!
    Eu tenho que dizer… SE eu acreditasse em inferno astral eu diria que nos últimos 3 anos, pelo menos, eu vivo esse negócio desde o meu aniversário em dezembro até o outro ano. Sério. Not kidding here. Ainda bem que existem músicas bonitas to cheer me up, one more time.
    Ok, vamos ao que interessa (ou não): Dia Internacional da Mulher.
    Escrito no quadro da nossa sala:
    “PARABÉNS MULHERES”
    E ao lado: “Eu não entendo as mulheres, mas adoro um mistério”. Ainda havia mais uma, mas eu censurei. hahá! O problema era o duplo sentido. Eu não estou muito para duplo sentido hoje 😛
    À tarde, recebi uma carta que há muito tempo esperava!! Depois o papai me deu uma rosa. Awwww³. Como se isso tudo não bastasse para ter tornado meu dia lindo, ainda recebi um depoimento fofo no orkut. *Boba*
    Para lembrar sempre: Life is made of simple.
    Espero que o dia de vocês meninas e mulheres tenha sido ótimo também. Não só nesse dia, mas todos os outros preenchidos de coisas lindas e pessoas lindas também.
    E a todos agradeço as visitas, os comentários, os e-mails e recados, todo o carinho que tornam os dias aqui muito melhores.
    Love n’ Kisses,
    Grace.

    Minha conspiração, nossa conspiração.

    “When the night has come
    And the land is dark
    And the moon is the only light we’ll see
    No I won’t be afraid, no I won’t be afraid
    Just as long as you stand, stand by me

    (Stand by Me ~ John Lennon)
    Esses dias são bonitos. São dias de felicidade, uma felicidade boba de estar aqui, como sempre. Mas com uma idéia, algo para animar o coração… Por mais que esteja só: não só. Eu sempre, sempre volto… já devia imaginar 🙂

    Algumas pérolas, e como brilham!

    Não perguntem a mim. Na verdade, eu nem disse nada!
    Disse o nobre – sim porque todos eles são nobres, pobres de nós meros mortais – deputado João Bastos, uma das frases mais interessantes da noite de ontem: “Eu fiquei com Baba, eles com Ali Baba e os trezentos ladrões”.
    Acordo às seis da manhã, vou para a Universidade. Dois períodos, aula de Filosofia. Professor Silvestre propõe uma exposição de idéias sobre a atual conjuntura política nacional, em especial sobre Impeachment. E com todo meu receio sempre presente para falar em público, sou uma das que lidera o lado “Contra” da coisa.
    Algumas farpas depois, já depois do intervalo, o colega – nobre, de fato – escreve no quadro a frase mais interessante que já ouvi à respeito do circo todo:
    “Impeachment não é papel higiênico para limpar o Brasil da m****. Há que ser feita uma lavagem intestinal.”

    Tenho dito.
    Fifo


    H-i-l-á-r-i-o.
    Quem me conhece sabe que não sou partidária, que como muitos tinha medo de Lula, e como poucos não tenho realmente fé no governo e muito menos a ingenuidade de achar que tirando o presidente tudo muda.
    Sobre a lavagem “profunda” (!), ao chegar em casa e fazer a checagem diária ao Charges, a Charge do dia é nada mais, nada menos que CPI da Orgia, que só comprova a tese do Fifo.