Open Heart

[Prelúdio]
E ela começou a pensar. Será que valia a pena ser quem era?
Queria uma pausa. Pausa sem inércia amorosa. Pausa sem pausa… Queria não esperar mais, arriscar mais. Afinal do que adiantava não ter namorado… ser a garota certinha se a recompensa era solidão? Não ter a quem desafiar olhares e nem de quem querer mais.
Mais presença, mais proximidade. De que adiantava e de que adiantaria construir uma vida sozinha?
[Fim do Prelúdio]
“Querer é amnéstico” — pensou — “Querer remexe nos pensamentos do que não se tem. Mas, ainda pior, este querer apaga o que tenho.”
O amnéstico não a entristece mais. “Melancolia é coisa de adolescente” — ela diz. Sou feliz com o que tenho…
Confesso que acho engraçado ela pensar assim. Não era momento de questionar então prossegui:
— Cadê o mas — perguntei.
— O mas… ahhh.. O mas é nuvem inoportuna. Chega vez ou outra aos fins de semana. É cerração de viagem com hora marcada. Daquelas que você passa sem entender muito o que ocorre, sem ver que vai chegar ao fim. Quando menos espera já ficou para trás e, sinceramente, não busco lembrar. É o que o “mas” representa pra mim.
Ela parou por um ou dois momentos. Pensou em alguém que pululava seu passado de forma poética. Alguém que foi seu ideal de primeiro amor. Mas, como sempre, ausência foi distância… Nuvem.
Um, dois, três…
Passou.

Este post é uma homenagem a duas amigas lindas: Lorreine Beatrice, que lança essa semana livro-poesia sobre as pausas — tão necessárias — da vida. E Susana que se casou em seu aniversário, dia 01/03, e que parecia ainda mais uma boneca de porcelana de tão linda! Às duas admiro e tenho carinho como minhas irmãs 🙂
E a você, que apesar da raridade das atualizações por aqui, não deixou de me alegrar com sua visita! 😀 Beijos e até a próxima!