Days Of Thunder

Como se admite o fato de que não podemos proteger quem amamos?
Eu não sei.
Negar parece sempre a melhor saída…
Talvez por este motivo eu não tenha vindo falar que meu pai teve um derrame dia 4 de março. Que eu fiquei totalmente sem chão. Que é doloroso ver alguém que costumava ser forte se derramar em lágrimas só de ver você entrando no corredor da UTI.
Realmente vê-lo chorando foi MUITO difícil… Porque não há palavra melhor para descrever o que é isso. E pra falar a verdade, eu nem quero que você, leitor(a), imagine.
Em uma semana ele voltou pra casa e já otimistas dizemos que está tudo bem. Mas quem vive aqui sabe que não está. Que é uma longa recuperação pela frente. Mas é verdade que ele está muito bem e que poderia ter sido bem pior? É sim. Só que também é duro pra ele se acostumar com um braço esquerdo que não obedece como antes. Com a fala um pouco debilitada. Com a dificuldade para comer… Ele fica muito triste e agente nota e faz o possível para que não se sinta assim.
Eu não sei mais o que escrever… Tem muita coisa que sentimos quando algo assim acontece, mas eu sinceramente não tenho vontade de falar de nada disso agora. Eu preciso urgentemente sair, aliviar a cabeça, porque comecei a trabalhar mais ainda justamente para esquecer um pouco a tristeza e sensação de impotência desses “dias de trovão”.
Mas eu só tenho muito a agradecer a Deus e ainda mais por ter amigos que demonstraram seu carinho, deram força, e ajudaram a tornar estes dias menos cinzentos.
Um grande beijo a todos,
Grace (a filhinha do papai ^_^).