Eu não quis acreditar…

Ele queria voar. Ele queria morar nos Estados Unidos. Dizia que moraria no estado do Arizona, em um lugar perdido, onde ele não precisaria trabalhar muito… e ganharia muito dinheiro.
Era bonito vê-lo falar. Era ainda melhor vê-lo sorrir. Não se esforçava muito para nos fazer sorrir também. E eu me sinto culpada por transformá-lo em um texto.
Sempre haverá vestígios de sua presença em todo lugar. Lembranças de dias bonitos. Lembranças de seu jeito, da alegria que, admiravelmente, sentia porque seria pai. Eu como todos, achava que teria tempo, e que ainda era cedo.
Que ironia.
Realmente nunca se sabe o dia de amanhã.
Sabedoria reafirmada por Shakespeare. Deveríamos ler ou ouvir “Depois de algum tempo”, pelo menos uma vez ao dia.
E se fosse ambicioso demais, uma vez por semana. Antes de ser tarde. Talvez assim parassemos de acreditar que somos para sempre, que teremos tempo…
E eu não quis acreditar. Até ler a notícia e desabar. Eu não quis acreditar.
E soa tão fútil fazer rimas agora. Mesmo sem querer. Ele vai fazer falta… É muito ruim ter um categórico “não” sobrescrevendo a imaginação de vê-lo outra vez. É ruim demais…

Eu pensei em fechar os comentários… acho que ninguém deveria se sentir obrigado a comentar sobre isso. Eu estou bem. Escrever aqui ajudou muito a aliviar os sentimentos… Obrigada Juh pelo apoio, por me ouvir. Obrigada papai por chorar comigo…
E agradeço a todos pelo carinho :~

A saga do hiatus

“(…) Nada melhor do que voltar e pertencer.” — escreveu Emily. E eu me encontrei tanto no texto dela… trouxe-me uma epifania. Uma dessas que faz pensar o porquê das coisas.
Vivo um momento lindo e intrigante. Lembro-me, inclusive da caligrafia, da frase que entitulava um texto, datado de dois mil e três, no qual eu dissertava uma conversa: comigo.
Não era falta de um diálogo. E sim o recorrente “Conhece-te a ti mesmo”. Assim como Neo, eu quero saber o porquê e as consequências de minhas escolhas… mesmo tendo pensado tantas vezes que seria melhor não escolher… Não adianta fugir. Não adianta tirar tudo do ar. Há uma necessidade imperial, que se deixe desabrochar. A rosa não seria tão linda se, de repente, abrisse em um segundo 😉
Tento aqui descobrir um motivo que faça isto não desabrochar. Seja lá o que isto for. Blog, weblog, diário…
Dispo-me (ai!) de meu perfeccionismo. E volto. Sem trocar o design, com as pastas mais bagunçadas do que em 4 de julho. Mas volto… e canto um mantra (!) pra me fazer entender que, importantes são as palavrinhas. (Concentração Grace, concentração!)
Tenho novidades, mas fica para a próxima 🙂
Agradeço a todos que pediram para que eu voltasse. Não que seja a intenção, mas é bom ver o carinho de vocês. Especialmente Juh, Lia, Emily, Marya, Rafael, Sarah… e a mente não ajuda mais. Depois coloco os links 😀
“(…) Nada melhor do que voltar e pertencer.”
E depois dessa frase Emily, eu me encontrei. E quis voltar a pertencer. Obrigada =*