Inspiração para 2009

Antes que o Desabrochar faça aniversário de não-postagem venho registrar meu Feliz 2009 aos visitantes aqui do blog 😉
E pra dar mais graça ao post, uma foto para trazer inspiração:
Inspiração para 2009
Foto: Grace Athayde
Uma praia pequena, charmosa e quase inacessível onde passamos a manhã do penúltimo dia de 2008. A companhia era do namorado (coração) e do casal de amigos dele, Sandro e Ana. Foi um dia de mergulho e admiração pela água que nos permitia ver nossos pés ladeados por peixinhos simpáticos e a riqueza natural.
Este ano será mais um daqueles!!!

Open Heart II

Mas e Mais.
Mas é ausência.
Desconforto sentimental.
É te olhar nos olhos e cair.
Ver, ou melhor, nada ver.
Mais… ah mais!
É suspirar sozinha, aquecida por raios de sol da manhã.
É te querer sem querer… mais. Tanto mais.
É um dualismo contido…
Presente. É meu, às sombras.
Você foi embora. Tola achei que nada sentiria…
Senti e senti e senti.
Mas o que ainda falta conhecer…
Mais.

Em homenagem às pessoas que sentem falta de mais por aqui. Beijos!!

Open Heart

[Prelúdio]
E ela começou a pensar. Será que valia a pena ser quem era?
Queria uma pausa. Pausa sem inércia amorosa. Pausa sem pausa… Queria não esperar mais, arriscar mais. Afinal do que adiantava não ter namorado… ser a garota certinha se a recompensa era solidão? Não ter a quem desafiar olhares e nem de quem querer mais.
Mais presença, mais proximidade. De que adiantava e de que adiantaria construir uma vida sozinha?
[Fim do Prelúdio]
“Querer é amnéstico” — pensou — “Querer remexe nos pensamentos do que não se tem. Mas, ainda pior, este querer apaga o que tenho.”
O amnéstico não a entristece mais. “Melancolia é coisa de adolescente” — ela diz. Sou feliz com o que tenho…
Confesso que acho engraçado ela pensar assim. Não era momento de questionar então prossegui:
— Cadê o mas — perguntei.
— O mas… ahhh.. O mas é nuvem inoportuna. Chega vez ou outra aos fins de semana. É cerração de viagem com hora marcada. Daquelas que você passa sem entender muito o que ocorre, sem ver que vai chegar ao fim. Quando menos espera já ficou para trás e, sinceramente, não busco lembrar. É o que o “mas” representa pra mim.
Ela parou por um ou dois momentos. Pensou em alguém que pululava seu passado de forma poética. Alguém que foi seu ideal de primeiro amor. Mas, como sempre, ausência foi distância… Nuvem.
Um, dois, três…
Passou.

Este post é uma homenagem a duas amigas lindas: Lorreine Beatrice, que lança essa semana livro-poesia sobre as pausas — tão necessárias — da vida. E Susana que se casou em seu aniversário, dia 01/03, e que parecia ainda mais uma boneca de porcelana de tão linda! Às duas admiro e tenho carinho como minhas irmãs :)
E a você, que apesar da raridade das atualizações por aqui, não deixou de me alegrar com sua visita! 😀 Beijos e até a próxima!

Querer demais

Amor Platônico
Querer.
Querer demais
O que filósofos descreveram
Desejo? Admiração? Amor?
Talvez todos…
Do jeito que foi…
Querer demais isola
Limita
E o querer demais quando conhecido
Acaba
E o que era não se mantém…
E como poderia?
Querer demais é imaturo
Será?
Descontenta de tão contente
Não se conforma com a falta
E, por vezes, nem com a presença
De cores tão vivas
E histórias bem contadas
A peça que faltava
Óbvio demais
Qual o resultado,
Valor,
Moral,
De querer demais?
Talvez nenhum,
Talvez só saber que agora
Já não espero
Já não o quero
E o que existia..
Não mais.

A despedida

Eu poderia dissertar sob nuvens a respeito da lógica, da falta. De ganhar e perder. Mas não teria sentido… Não agora.
O que fazer com os momentos, as lembranças, o filme super-8 da memória. O que fazer com a saudade?
Como trancar a vontade de ver, tocar, de fazer um cafuné e te ver se entregar ao carinho? Como entender que nada disso acontecerá novamente?
Todos esses anos… desde de criança você esteve comigo. A cada choro disposta a me consolar com suas patinhas insistentes, tentando parar sofrimentos de coração partido.
Você foi minha amiguinha, a boneca que adorava ser meu bebê. Pode parecer bobo falar assim, mas ela foi uma das melhores coisas da minha vida e a amiga mais permanente desde que me entendo por Grace.
Adorava posar para fotos! Fofa que só ela…Fará uma falta tremenda.
Aos 18 anos de idade ela nos deixou no último dia 29/01, vítima de câncer de mama.
Mas será, para sempre, a cachorrinha-velhinha mais fofa de todos os tempos da minha vida.
I'm shy u.u
Adeus, Pituxa.

Ponto & Vírgula

Walk here!
Mais um hiato (entre tantos). É eu sei que abandonei o blog e dessa vez não tenho justificativas senão a eterna falta de tempo, ou de arranjo de. Afinal todo mundo sabe que mesmo sem tempo, quando queremos…
O ruim é quando desencantamos das coisas, sabe. Não tenho coragem de usar um delete para o Desabrochar, muito menos tenho vontade de postar as coisas que estão acontecendo. E longe também está a vontade de mudar qualquer classe de css por aqui. Mas cores é que não faltam!
Aliás, fora o trabalho e todas estas coisas de gente que cresceu sem querer, a única coisa que me deixa feliz é o silêncio dessa terrinha bonita que é Blumenau. Depois dos agitos involuntários de viagens semanais à São Paulo, por motivos puramente holydianos, essa calma volta a fazer um bem danado.
E coração? Ah! bem. Tão bem! E acho que o motivo desde post é justamente esse: volto a escrever quando o coração sorri. Para sorrir mais ainda só vendo a estréia de Encantada—mais um conto de fadas que será eternizado pela Disney. Porque eu sou uma menina quase core 2 duo e boba demais!
E…mais nada. Não vou fazer a retrospectiva do ano (já). Seria uma overdose de texto para quem mal voltou a conversar com a tela branca.
Um beijo pra você e um beijo para o ponto e vírgula que não me deixou dar ao blog um ponto final :)

Sentir

Eu deixei de sentir.
E talvez, em sonhos, tenha perguntando…
Por você, por nós dois.
Eu perguntei.
Nunca admiti…
Que eu te amo, por dentro, em sonho, na lágrima, com paixão.
E saudade.
Mesmo que perca e renove esperanças, que construa objetivos,
que vá ao encontro de outras paixões… paixões por metas e dinheiro..
Que não deveriam…
Mas eu te amo, te amo…
Vez ou outra, na solidão e no silêncio e na música e nas palavras.
Te amo sem compromisso agendado,
Sem ligação no meio da noite,
Te amo sem você ter que me lembrar,
Te amo a quilômetros de distância,
Mesmo no silêncio de meses de ausência,
Eu te amo sem data marcada pra terminar,
E sem esperança que eu um dia…
Eu possa parar de te amar.

Agradecimento & Revelação!

Como posso agradecer às mensagens do post anterior? Amei. Amei cada palavra. É impressionante a capacidade de algumas pessoas de nos ajudar a resistir fortes, por mais um momento, e fazer isso em apenas um único comentário.. :)
Fiquei muito feliz mesmo. Obrigada Kirsten (linda! ^_^), Lorreine Beatrice (obrigada pelo apoio offline, na vida real também!), Mandy MM, Vitor, Isabela, Lari, Fran, Nandaiara, Gus Potenza (sou sua fã, agora ainda mais!), Nine, Fah, Jack e Nayda :)
Meu pai está a cada dia melhor. Tudo está se resolvendo e graças a Deus estamos conseguindo superar o susto. Não é nada fácil :) Agradeço a preocupação e força de todos… Significou mais do que vocês possam imaginar ou eu possa descrever… Mesmo.
E mudando de assunto, o Desabrochar é a revelação Deleteria.
Foi uma surpresa.. O blog anda tão parado! Não achava que sairia lá mesmo sendo da equipe. Enfim, obrigada Sirgoth!
E o programa de TV do meu curso de graduação (P&P) entrou em contato para participar do quadro prata da casa. Fiquei feliz =D
Depois de tudo que aconteceu em março eu precisava de coisas boas em abril!
É isso! Um grande beijo a todos!

Days Of Thunder

Como se admite o fato de que não podemos proteger quem amamos?
Eu não sei.
Negar parece sempre a melhor saída…
Talvez por este motivo eu não tenha vindo falar que meu pai teve um derrame dia 4 de março. Que eu fiquei totalmente sem chão. Que é doloroso ver alguém que costumava ser forte se derramar em lágrimas só de ver você entrando no corredor da UTI.
Realmente vê-lo chorando foi MUITO difícil… Porque não há palavra melhor para descrever o que é isso. E pra falar a verdade, eu nem quero que você, leitor(a), imagine.
Em uma semana ele voltou pra casa e já otimistas dizemos que está tudo bem. Mas quem vive aqui sabe que não está. Que é uma longa recuperação pela frente. Mas é verdade que ele está muito bem e que poderia ter sido bem pior? É sim. Só que também é duro pra ele se acostumar com um braço esquerdo que não obedece como antes. Com a fala um pouco debilitada. Com a dificuldade para comer… Ele fica muito triste e agente nota e faz o possível para que não se sinta assim.
Eu não sei mais o que escrever… Tem muita coisa que sentimos quando algo assim acontece, mas eu sinceramente não tenho vontade de falar de nada disso agora. Eu preciso urgentemente sair, aliviar a cabeça, porque comecei a trabalhar mais ainda justamente para esquecer um pouco a tristeza e sensação de impotência desses “dias de trovão”.
Mas eu só tenho muito a agradecer a Deus e ainda mais por ter amigos que demonstraram seu carinho, deram força, e ajudaram a tornar estes dias menos cinzentos.
Um grande beijo a todos,
Grace (a filhinha do papai ^_^).